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Brathair, 6 (2006) - "A *mitologia escandinava de Georges Dumézil: uma reflexão sobre método e improbabilidade"

Resumo: O artigo examina os principais pressupostos metodológicos das teorias de Georges Dumézil relacionadas ao estudo da mitologia escandinava, principalmente ao estudo das fontes medievais escritas, e da reconstrução da mitologia da Era Viking (de 750/800 d.C. a 1050/1100 d.C.). O artigo argumenta que as teorias de Dumézil, que se referem estritamente a um período muito anterior à Era Viking (o período proto-indo-europeu), estão fundamentadas em premissas pouco sólidas. Começando por discutir a delimitação geográfica e cronológica do material comumente usado para definir a mitologia escandinava, e questionando o conceito de “indo-europeu”, e a definição duméziliana de “mitologia germânica”, o artigo concentra-se nas questões metodológicas que estão especificamente relacionadas ao material escandinavo.

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Signum, 7 (2005) - "Sagas islandesas como fonte da história da Escandinávia medieval"

Resumo: Este artigo discute a utlilização das sagas islandesas medievais como fontes históricas, partindo da análise da colonização da Islândia no século IX e as tradições a ela relacionadas. Começo com uma introdução ao estudos das sagas e seu valor historiográfico a partir do século XVI, para depois discutir a relação entre os aspectos históricos e literários do estudo moderno das sagas. Dois problemas principais afetam esses estudos: o sistema de datação das sagas e a incompreensão da pluralidade e multiplicidade dos textos medievais. Eu sugiro uma revisão dos métodos utilizados por esses estudos. Depois, analiso a tradição da colonização da Islândia em duas sagas, demonstrando como novos métodos de análise permite-nos compreender as forças ideológicas por trás da escrita desses textos. Em conclusão, retorno à discussão das sagas como fontes históricas. Por muito tempo, as sagas foram utilizadas como fontes factuais da então chamada Era Viking (que pode ser datada, aproximadamente, entre os séculos VIII e XI) – foi a reação a essa visão romântica que levou historiadores a abandonar a utilização das sagas como fontes históricas. Argumento que, em suas formas múltiplas e variadas, as sagas islandeses permite-nos comparar as diferentes modos de pensamento em voga durante a época em que foram escritas, os séculos XIII e XIV.

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Brathair 4 (2004) - "Breves Observações sobre a Edda em Prosa"

Resumo: O artigo é uma pequena contribuição para o estudo da mitologia escandinava medieval, e tem como objetivo estimular o conhecimento da obra islandesa Edda em Prosa, através de breves observações sobre as análises acadêmicas tradicionais que a abordam como obra de um único autor.

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© 2010 Patricia Pires Boulhosa