bibliografia básica comentada


atualizada em 22 de janeiro de 2010

 

Esta é uma bibliografia básica, introdutória ao estudo da história e literatura medieval escandinava, com ênfase nas sagas islandesas. O número de fontes primárias e secundárias foram limitados: no caso das primeiras, aos textos facilmente encontrados em livrarias eletrônicas, ou em formato eletrônico (e-texts), e, no caso dos segundos, a cinqüenta (50) textos. Estes 50 textos secundários foram selecionados pela sua popularidade nos cursos de graduação em universidades européias (principalmente da Inglaterra), e pela variedade de opiniões sobre tópicos selecionados - variedade essencial para quem se inicia em qualquer campo de estudo. Novos itens foram adicionados nas duas seções (fontes primárias e secundárias) e encontram-se em vermelho. Espera-se que uma nova edição dessa bibliografia seja publicada neste site em breve. Destaco as traduções em português e espanhol de Théo de Borba Moosburger e Mariano Gonzáles Campo respectivamente, bem como a tradução em espanhol das leis de Gulaþing.

A língua principal da bibliografia é o inglês, embora também estejam incluídas algumas obras em francês, italiano e espanhol. Quando não houver, em inglês, obra de referência ou fonte imprescindível para o estudo de uma determinada área, obras em alemão ou línguas escandinavas são indicadas. Obras em alemão ou em línguas escandinavas foram, na medida do possível, excluídas da presente bibliografia pelo motivo único de não estarem facilmente disponíveis ao público brasileiro (mas várias traduções em inglês de textos secundários escandinavos foram incluídas).

Também por questão de disponibilidade, evitei referências à periódicos, que, muito provavelmente, não estarão disponíveis na maioria das bibliotecas e universidades brasileiras.

A bibliografia está divida em três seções principais - fontes primárias [F], secundárias [S] e obras de referência [R]. Parte das obras de referências, as bibliografias [B] também estão listadas entre as fontes.

Dúvidas, críticas e sugestões podem ser enviadas para postmaster@boulhosa.net

 

 

 

1 - FONTES PRIMÁRIAS

A lista apresentada abaixo é apenas uma pequena seleção de fontes primárias, escolhidas pela disponibilidade de textos impressos e eletrônicos.

ATENÇÃO: Fontes primárias nas línguas originais (islandês antigo, latim, inglês antigo, frísio antigo, irlandês antigo e saxão antigo), em edições acadêmicas de edições esgotadas, raras e de qualidade (cujo copyright expirou), podem ser carregadas no site Septentrionalia - The Medieval North <http://www.septentrionalia.net/index.php>

 

1.1 SAGAS

Em português

[F43] Três sagas islandesas, tradução e comentários de Théo de Borba Moosburger (Curitiba: UFPR, 2007). Inclui Hrafnkels saga freysgoða("Saga de Hrafnkell Freysgoði") , Eiríks saga rauða ("Saga de Eiríkr Vermelho") e Grænlendingar saga ("Saga dos Groenlandeses"). Tradução acurada, estilo adequado, comentários úteis: é uma edição primorosa.

[F54] Saga dos Volsungos, tradução de Théo de Borba Moosburger (São Paulo: Hedra, 2009). Inclui um "Resumo da Narrativa" e Índice.

 

Em inglês

As traduções em inglês de Hermann Pálsson, Paul Edwards e Magnus Magnusson, comissionadas pela editora Penguin, são livres, e, embora distanciem-se literalmente dos textos originais, o "espírito" do texto é bem próximo. Vantagens adicionais são o preço e acessibilidade (todas as sagas foram re-editadas e/ou re-impressas sucessivamente).

Traduzidas por Hermann Pálsson e Paul Edwards:

[F1] Egil's saga. Conta a estória de uma família norueguesa que emigra para a Islândia no fim do século IX, por causa das pressões e inimizades do Rei Haraldr hárfagri [F5]. Nascido na Islândia, o herói central, Egill Skalla-Grímsson, tornar-se-á o mais destemido viking e o mais hábil poeta. E-text [F22]
[F2] Eyrbyggja Saga. Concentra-se na chamada "Era Viking" e o passado pagão dos primeiros habitantes da Islândia, narrando eventos do século IX ao XI. E-text [F23]
[F3] Hrafnkel's Saga. Conta a estória de Hrafnkel, islandês devoto do deus Frey. Ver tradução italiana [S21]
[F4] Orkneyinga Saga. Estória da colonização e desenvolvimento das Ilhas Órcades, séculos IX ao XII.

Traduzidas por Hermann Pálsson e Magnus Magnusson:

[F5] King Harald's Saga. Segundo uma das tradições sobre a colonização da Islândia (e talvez a mais especialmente islandesa), durante o século IX o rei Haraldr hárfágri (Haraldr "cabelos bonitos"), foi o primeiro a unificar a Noruega, impondo um modelo de reinado que rompia com a forma tradicional - e foi por isso que alguns Noruegueses deixaram o país para colonizar novas terras.
[F6] Laxdaela Saga ("Sagas das Pessoas do Vale do Salmão") Saga dos descendentes de Ketill flatnefr (Ketill 'nariz chato'), que deixou a Noruega por causa do Rei Haraldr hárfagri [F5]. Juntamente com Hallgerðr de Njáls saga [F7], a heroína Guðrún é uma das personagens femininas mais marcantes da literatura islandesa. E-text [F27]
[F7] Njáls saga ("Saga de Njáll"). Girando em torno da vida de Hallgerðr, seu marido Gunnar e seu melhor amigo, Njáll, a saga conta a estória de islandeses dos séculos X-XI. E-text [F28]

Dos mesmos tradutores, Hermann Pálsson e Paul Edwards, mas por outras editoras:

[F8] Vikings in Russia (Edinburgh: Polygon, 1989)
[F9] Grettir's Saga (Toronto: University of Toronto Press, 1974; reimpr. 1996). E-text [F24]

A tradução da Egils saga de Christine Fell é mais literal que a de Pálsson e Edwards, e, em parte conseqüência disso, é mais prolixa.

[F10] Egils saga, tradução de Christine Fell (Londres: Everyman, 1975; reimpr. 1993)

Uma saga muito celebrada, pela conexão com a legenda de Nibelung:

[F11] The Saga of The Volsungs, tradução de Jesse L. Byock e Karen E. Gade (Middlesex: Hirsalik Press, 1993). E-text [F29]

Outras coleções de sagas, agrupadas pelos tradutores e/ou editores:

[F12] The Complete Sagas of Icelanders, org. de Viðar Hreinsson e outros, 5 vols (Reykjavík: Leifur Eiríksson, 1997). Os cinco volumes incluem sagas variadas, divididas em grupos temáticos. As traduções foram feitas por diversos estudiosos e foram elaboradas a partir de um único projeto de edição e tradução. Os problemas dessas traduções advêm exatamente desse projeto, que se baseia em uma idéia de produção literária relativamente estática e ordenada que, na minha opinião, não corresponde à produção medieval.
[F13] The Sagas of Icelanders, prefácio de Jane Smiley e introdução de Robert Kellog (Londres: Penguin, 1997). Uma edição menor dos textos acima, contendo apenas quinze sagas.
[F14] Icelandic Histories & Romances, tradução de Ralph O'Connor (Stroud: Tempus, 2002). Traduções fiéis ao "espírito" do texto e à linguagem das diferentes sagas: Star-Oddi's Dream; The Saga of Hjalmther and Ölvir; The Saga of Bard the Snowfell God; Mirmann's Saga. O'Connor selecionou um manuscrito de cada saga, seguindo-os fielmente, até onde possível (lacunas supridas com outros manuscritos estão indicadas no texto) - uma prática recomendável, embora não muito comum. Acompanha ótima introdução.
[F15] Seven Viking Romances (London: Penguin). Inclui as sagas de Arrow-Odd, King Gautrek, Halfdan Eysteinsson, Bosi and Herraud, Egill and Asmund, Thorstein Mansion-Might.

Sagas de reis noruegueses, originalmente agrupadas em um único manuscrito:

[F16] Ágrip af Nóregskonungasögum: A Twelfth-Century Synoptic History of the Kings of Norway, edição e tradução de Mathew J. Driscoll (London: Viking Society for Northern Research, 1995)
[F17] Heimskringla: Or the Lives of the Norse Kings, tradução de Erling Monsen Albert H. Smith, 2 ed. (Nova York: Dover, 1990; originalmente publicado em 1932)
[F18] Morkinskinna: The Earliest Icelandic Chronicle of the Norwegian Kings (1030-1157), tradução de Theodore M. Andersson e Karen E. Gade (Ithaca: Cornell University Press, 2000)

Em francês

Em um único volume contendo várias sagas, com glossários e índices:

[F19] Sagas islandaises, tradução de Régis Boyer (Paris: Gallimard, 1987). Ao mesmo tempo em que se esforça para ser literalmente fiel ao texto, Boyer sincretiza conceitos da hierarquia social e militar das sagas, equiparando-os, indiscriminadamente, a conceitos e termos da Europa continental medieval. Essa prática é, porém, compensada com notas e comentários cuidadosos no final do livro.
[F44] Histoire des rois de Norvège, tradução de François-Xavier Dillmann (Paris: Gallimard, 2000). OBS: Recomendável para uso acadêmico.
[F45]
La saga des Sturlungar, tradução e comentário de Régis Boyer (Paris: Les Belles Letres, 2005).
[F46] La Saga d'Olafr Tryggvason: Tirée De La Heimskringla. Tradução e comentários de Régis Boyer (Paris: La Salamandre, 1993).

Em espanhol

[F20] Sagas Islandesas, tradução de Enrique Bernárdez (Madrid: Espasa-Calpe, 1984). Contém as seguintes sagas: Saga de Hrafnkel; Saga de Gunnlaug lengua de víbora; História de Thorstein el fusteado; História de Gisl Illugason; História de Odd Ofeigsson; História de Audun.
[F21] Saga de Egil Skallagrimsson, tradução de Enrique Bernardez (Madrid: Miraguano Ediciones, 1988)

O historiador Santiago Barreiro, da Universidade de Buenos Aires, compilou a seguinte lista de recentes traduções espanholas:

[F47] Saga de Nial, tradução de Enrique Bernárdez (Madrid: Siruela, 2003).
[F48] Saga de los Volsungos, tradução de Javier Diaz Vera (Madrid: Gredos, 1998)
[F49] Saga de las Islas Orcadas, tradução de Javier Diaz Vera (Barcelona: Minotauro, 1999)
[F50] Saga de los habitantes de Eyr, tradução de Pilar Fernández Alvarez y Teodoro Manrique Antón (Valencia: Tilde, 2000).
[F51] La Saga de Kormak, tradução de Agustí Dimas, Barcelona, Teorema, 1985 (segundo Barreiro, essa tradução não é de boa qualidade)
[F52]
Sagas Iglandesas, tradução de Santiago Ibáñez (Madrid, Gredos, 2001). Inclui Örvar-Odds saga e Hrólfs saga kraka ok kappa hans.

Mariano González Campo, formado pelas Universidades das Ilhas Faroas e da Islândia, preparou as seguinte traduções:

[55 ] Saga de Bósi, tradução de Mariano González Campo, Coléccion Corgona (Valencia: Ediciones Tilde, 1993)
[56] Saga de Hervör, tradução de Mariano González Campo (Madrid : Miraguano Ediciones, 2003)
[57] Guta saga tradução de Mariano González Campo - impressão a pedido por Italian Paths of Culture
[58] Saga de los Feroeses, tradução de Mariano González Campo (Madrid: Miraguano Ediciones, 2008)

Além de sagas, Mariano também publicou:

[59] Baladas Épicas Feroesas, tradução de Mariano González Campo (Madrid: Miraguano, 2008).

 

E-texts

[F22] Egils saga. Tradução de 1893 de W. C. Green, disponível através do site Northvegr:http://www.northvegr.org/lore/egils_saga/
[F23] Eyrbyggja saga. Tradução de William Morris and Eirikr Magnusson (1892), editado pela OMACL:http://omacl.org/EreDwellers/
[F24] Grettis saga. Texto eletrônico da OMACL, tradução de G. H. Hight (Londres, 1914):http://omacl.org/Grettir/gr49-63.html. Narra a vida do fora-da-lei Grettir, "o forte", durante o início do século XI.
[F25] Heimskringla. Texto eletrônico da OMACL, tradução de Samuel Laing (Londres, 1844), edição eletrônica da OMACL:http://omacl.org/Heimskringla/index.html
[F26 ] Kormaks saga. Texto eletrônico da OMACL, tradução de G. Collingwood e J. Stefansson (Ulverston, 1901):http://omacl.org/Cormac/index.html. Relata a vida do poeta islandês Kormakr durante o século X.
[F27] Laxdæla saga. Texto eletrônico da OMACL (tradução de 1899):http://omacl.org/Laxdaela/index.html
[F28] Njáls saga, também chamada Brennu-Njáls saga (Saga de Njáll queimado). Texto eletrônico da OMACL, tradução de Sir George W. DaSent (1861):http://omacl.org/Njal/index.html
[F29] Völsunga saga. Texto eletrônico da OMACL. Tradução de William Morris and Eirikr Magnusson (Londres, 1888):http://omacl.org/Volsunga/index.html

OBS: Aconselha-se que essas traduções disponíveis em formato eletrônico não sejam usadas em trabalhos acadêmicos.

1.2 POESIA E MITOLOGIA

Existem várias formas poéticas que sobreviveram em manuscritos islandeses, mas as tradições poéticas mais antigas eram comuns a toda Escandinávia. Os mais famosos poemas pertencem à Edda Poética, também chamada Edda Maior, e versam sobre um passado heróico e mitológico. Muito do que encontramos hoje sobre a mitologia nórdica deriva da Edda em Prosa, ou Snorra Edda, i.e., "Edda de Snorri", em referência ao político islandês do século XIII, Snorri Sturluson, a quem a obra é comumente atribuída. A Edda Menor é um prosimetrum, isto é, um texto composto de verso e prosa e tem caráter fortemente didático

Traduções em inglês, acompanhadas de introduções detalhadas e glossários úteis (várias edições e re-impressões):

[F30] The Poetic Edda, tradução de Carolyne Larrington (Oxford: Oxford University Press, 1996). A tradução não é muito precisa, e em certos pontos até errada, mas essa edição permanece acessível e facilmente disponível.
[F31] Snorri Sturluson: Edda, edição e tradução de Anthony Faulkes (Londres: Everymen, 1996). OBS: Essa edição é indicada para trabalhos acadêmicos.
[F32] [F33] A Oxford University Press publicou textos bilingues, editados, traduzidos e comentados por Ursula Dronke. O volume 2, Mythological Poems, é de 1997.

Borges não só escreveu sobre a literatura nórdica, como traduziu alguns textos. Suas traduções são belíssimas, não muito literais, e às vezes apresentam algumas incorreções.

[F34] Snorri Sturluson: La alucinación de Gylfi, edição e tradução de Jorge Luis Borges e María Kodama (Madrid: Alianza Editorial, 1984)

Tradução da Edda em Prosa em francês, altamente recomendável para uso acadêmico:

[F53] L'Edda de Snorri Sturluson, tradução e comentários de François-Xavier Dillmann (Paris: Gallimard, 1991).

 

E-texts

[F35]The Poetic Edda, tradução de Benjanim Thorpe (Londres, 1866), pelo site Northvegr: http://www.northvegr.org/lore/poetic2/
[F36] The Prose Edda, tradução de Rasmus, tradução de Rasmus B. Anderson (Chicago, 1897), pelo site Northvegr: http://www.northvegr/lore/prose2
[F37] The Prose Edda, tradução de Arthur Gilchrist Brodeur, em 1916-1923, também pelo Northvegr: http://www.northvegr.org/lore/prose/

OBS: Essas três traduções não devem ser usadas para trabalhos acadêmicos. As traduções da Edda Poética de Lee Hollanders podem ser encontradas em vários sites, mas principalmente através da Wikipedia: embora menos precisa, é preferível às traduções de Thorpe, Anderson e Brodeur.

A poesia skald é uma evolução da poesia eddica, cuja base é o "verso longo" germânico". Poesia skald e eddica não se confundem, embora possuam traços em comum, como tema, personagens e algumas caracteríticas formais. É uma poesia permeada de intensa subjetividade que se contrapõe a rigorosas regras formais.

Infelizmente, não há nenhuma edição completa e traduzida em inglês desses poemas, além de algumas livros sobre poetas publicados individualmente (lista que será publicada em breve), e o hoje fora-de-catálago L.M. Hollander (trad.), The skalds: A Selection of their Poems (Princeton: Princeton University Press, 1945). Os versos skalds, são encontrados nas sagas; entre as que citei acima, Egils saga contém o um grande número de belos poemas skald. Na literatura secundária, principalmente [S40] [S43] [S44], encontram-se vários versos traduzidos e comentados.

 

1.3 LEIS

Muitos manuscritos legais sobreviveram, a maioria registrando leis existentes a partir do século XIII. Eventualmente, um documento ou outro podem revelar leis mais antigas, mas, infelizmente, a pesquisa das leis escandinavas medievais ainda depende de estudos marcadamente positivistas, realizados, em sua maioria, entre os séculos XIX e XX. Do lado islandês, os estudos concentraram-se no conjunto de leis denominado Grágás ("ganso cinza"). A idéia dominante é que essas leis sejam reminiscentes de um período mais antigo do que o do manuscrito em que estão inscritas, o século XIII. Essa presunção de antiquidade ocasionou, de certa forma, a estagnação da pesquisa no campo legal, e por isso a área carece de estudos recentes sobre a datação dessas leis. O material traduzido é escasso, embora um dos manuscritos de Grágás tenha sido traduzido, com muita competência, por um grupo de estudiosos; são dois volumes:

[F38] [F39] Laws of Early Iceland: Grágás, the Codex Regius of Grágás with Material from Other Manuscripts, edição e tradução de Andrew Dennis, Peter Foote and Richard Perkins, 2 vols (Winnipeg: University of Manitoba Press, 1980-2000)

Uma primorosa tradução das Gulaþinglög, as leis norueguesas de Gula:

[F60] Las leyes del Gulathing, traduzido para o espanhol por Teodoro Manrique Antón e María Pilar Fernández Álvarez (Salamanca: Ediciones Universidad Salamanca, 2005).

 

1.4 CRÔNICAS, ANAIS E NARRATIVAS ESCANDINAVAS

De grande interesse para estudantes das sagas é a Gesta danorum do dinamarquês Saxo Grammaticus (século XIII). Saxo diz em seu Prefácio (0.1.4) que usou várias fontes islandesas.

[F40] Gesta danorum. Tradução de Sir George W. DaSent (London, 1861), da Berkeley Digial Library: http://sunsite.berkeley.edu/OMACL/DanishHistory/
[F41] Gesta danorum. Texto original em latim, editado por J. Olrik et H. Ræder (1931) está disponível no site da Biblioteca Real da Dinamarca: http://www.kb.dk./elib/lit/dan/saxo/lat/or.dsr/ (essa é a edição comumente usada por acadêmicos)

Uma coletânea de fontes escandinavas (embora haja uma pequena porção de fontes não-escandinavas também), traduzidas para o inglês, e de grande utilidade para quem começa:

[F42] Page, R. I., Chronicles of the Vikings: Records, Memorials and Myths (Londres: British Museum Press, [1995]).

 

1.5 CRÔNICAS, ANAIS E NARRATIVAS NÃO ESCANDINAVAS

Todas as crônicas, histórias, hagiografias e biografias reais que cobrem o período da chamada Era Viking, são usadas como fontes da história Escandinava, ainda que menção aos povos escandinavos seja escassa. O esquema apresentado na página Crônicas e Narrativas Não Escandinavas
apenas objetiva a facilitar a procura desses textos - e é baseado na apostila:

[B1] Martin Syrett, Scandinavian History in the Viking Age: A Select Bibliography (Cambridge: Department of Anglo-Saxon, Norse and Celtic of the University of Cambridge, 2001), que pode ser adquirida através do site http://www.asnc.cam.ac.uk/publications/guides.htm

Duas bibliografias de grande interesse para os estudos escandinavos:

[B2] Anglo-Saxon Studies: A Select Bibliography, compilada pelo Dr. C. P. Biggam, disponível no endereço http://bubl.ac.uk/docs/bibliog/biggam/
[B3] A bibliografia do Professor Dr Simon Keynes, Anglo-Saxon England: A Bibliographical Handbook for Students of Anglo-Saxon History, pode ser adquirida através do site http://www.asnc.cam.ac.uk/publications/publ-guides-texts-studies.htm

 

2. FONTES SECUNDÁRIAS

2.1 Vikings e a "Era Viking"

A arqueologia escandinava desenvolveu-se dramaticamente nas últimas décadas, e por isso, os livros mais antigos, se não foram revisados, contém muitas informações ultrapassadas. Portanto, os livros mais recentes, ou as reedições revisadas, são os mais indicados.

Embora não exclusivamente, os livros abaixo concentram-se mais nas atividades vikings na Escandinávia:

[S1] Olrik, Axel., revisão de Hans Ellekilde, Viking Civilization (Londres: George Allen & Unwin, 1930)
[S2] Musset, Lucien, Les peuples scandinaves au moyen âge (Paris: Presses Universitaires de France, 1971)
[S3] Foote, Peter e D. M. Wilson, The Viking Achievement: The Society and Culture of Early Medieval Scandinavia (Londres: Sidgwick and Jackson, 1980)
[S4] Sawyer, Brigit and Peter Sawyer, Medieval Scandinavia from Conversion to Reformation, circa 800-1500 (Minneapolis: University of Minnesota Press, 1993)
[S5] Turville-Petre, Gabriel, The Heroic Age of Scandinavia (Londres: Hutchison's University Library, 1951)

Os seguintes livros tornaram-se "clássicos" dos estudos escandinavos, e concentram-se mais nas atividades dos vikings fora da Escandinávia. São textos introdutórios, dirigidos a estudantes, que oferecem visões diversificadas da participação escandinava na Europa:

[S6] Brøndsted, Johannes, The Vikings (Londres: Penguin Books, 1965)
[S7] Grahan-Campbell, J. e D. Kidd, The Vikings (Londres: British Museum Publications Limited, 1980)
[S8] Jones, Gwyn, A History of the Vikings (Oxford: Oxford University Press, 1984)
[S9] Jones, Gwyn, The Norse Atlantic Saga (Londres: Oxford University Press, 1964)
[S10] Logan, F. Donald, The Vikings in History (Londres: Routledge, 1991)
[S11] Roesdahl, Else, The Vikings, 2 ed. (Londres: Allen Lane, 1991)
[S12] Sawyer, P. H., Kings and Vikings: Scandinavia & Europe AD700-1100 (Londres: Rutledge, 1989)

Contando com muitos colaboradores, os seguintes livros oferecem uma boa introdução aos estudos dos vikings (além de conter muitas fotos, desenhos e mapas):

[S13] Batey, C. e outros (org.), Cultural Atlas of the Viking World (Nova York : Facts on File, 1994)
[S14] Sawyer, Peter (org.), The Oxford Illustrated History of the Vikings (Oxford: Oxford University Press, 1997)
[S15] Roesdahl, Else e D. M. Wilson (org.), From Viking to Crusader: The Scandinavians and Europe 800-1200 (Nova York: Rizzoli, 1992)
[S16] Roesdahl, Else e Preben Meulengracht Sørensen, The Waking of Angantyr: The Scandinavian Past in European Culture (Aarhus: Aarhus University Press, 1996)

Vikings na América

[S17] Vikings: The North Atlantic Saga, organizado por William W. Fitzhugh e Elisabeth I. Ward (Washington: Smithsonian Institution Press, 2000). Embora dedicado aos vikings na América, esse volume também possui artigos sobre vikings na Escandinávia e Europa.

 

2.2 SAGAS

Uma questão ainda hoje ferrenhamente debatida entre os estudiosos da literatura e história escandinava é a origem das sagas. No passado, haviam basicamente duas correntes, uma advogando uma tradição oral, norueguesa, outra advogando uma tradição literária islandesa. É uma questão difícil e complicada, não só porque há sentimentos menos acadêmicos envolvidos (como, por exemplo, orgulho nacional), mas também porque é frequentemente simplificada. Da lista de textos abaixo, creio que discordo quase inteiramente da opinião expressa por seus autores, mas para quem começa a se embrenhar nos estudos nórdicos, a melhor opção é não "tomar partido" - pelo menos inicialmente. A questão sobre as origens das sagas, bem como as questões a ela relacionadas - datação, fontes - são muito importante para não serem conhecidas, e portanto, recomendo a leitura dos seguintes textos:

[S18] Andersson, Theodore M., The Problem of Icelandic Saga Origins: A Historical Survey, Yale Germanic Studies, 1 (New Haven: Yale University Press, 1964). O autor tem uma agenda própria a seguir, e sua pesquisa está muito além de ser imparcial, mas, lendo-se com cuidado, é leitura indispensável para se ter uma idéia geral da discussão acadêmcia sobre as origens das sagas.
[S19] Liestøl, Knut, The Origins of the Icelandic Family Sagas, tradução de A. G. Jayne (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1930). Ainda que as teorias sobre as origens das sagas tenham mudado consideravelmente nas últimas décadas, é importante compreender a discussão através da leitura direta dos estudiosos que, de certa forma, preparam o terreno para a discussão: Liestøl é um desses estudiosos.
[S20] Lönnroth, Lars, European Sources of Icelandic Saga-Writing: An Essay Based on Previous Studies (Stockholm: Thule, 1965). A questão das fontes das sagas está intimamente relacionada à questão sobre suas origens, e com certeza deve fazer parte do argumento.
[S21] Scovazzi, Marco, La Saga di Hrafnkell e il Problema delle Saghe Islandesi (Brescia: Paideia, 1960). A introdução apresenta um bom exame sobre o debate, menos parcial do que o de Andersson acima.
[S22] Sveinsson, Einar Ólafur, Dating the Icelandic Sagas: An Essay in Method, Viking Society for Northern Research Text Series, 3 (Londres: Viking Society for Northern Research, 1958). Ainda é uma obra de referência para a datação das sagas, e, por isso, é leitura imprescindível.

Uma nova edição de um útil manual da literatura islandesa está agora disponível. Inclui artigos introdutórios sobre diversas categorias de sagas, mitologia, poesia e história:

[S51] Old Norse-Icelandic Literature. A Critical Guide. Editado por Carol J. Clover and John Lindow (Toronto: Toronto Press, 2005).

Vários livros apresentam introduções às sagas islandesas, alguns enfatizando uma área específica das ciências humanas (principalmente antropologia, literatura e história), outros de caráter geral:

[S23] Bagge, Sverre, Society and Politics in Snorri Sturluson's 'Heimskringla' (Berkeley: University of California Press, 1991). Tratando Snorri Sturluson, islandês do século XIII, como um historiador de características quase-modernas, Bagge analisa a sociedade em que Snorri viveu e articulou suas manobras políticas.
[S24] Borges, Jorge Luis, Literaturas Germánicas Medievales (Madrid: Alianza Editorial, 1978). Publicado originalmente em 1966 sob o título Antiguas Literaturas Germánicas. Uma breve introdução às literaturas germânicas que, embora superficial por causa do limite de espaço (é um livre de bolso), conta com a análise e o brilhantismo de Borges.
[S25] Boyer, Régis, Les Sagas islandaises (Paris: Payot, 1983; reimpr. 1992). Uma introdução geral às sagas islandesas, com ênfase em aspectos literários, como, por exemplo, estilo e o ideal heróico nas sagas.
[S26] ________ Moeurs et psychologie des anciens Islandais: D'après les 'Sagas de Contemporains' (Paris: Éditions du Porte-Claive, 1986). Boyer analisa, através das sagas comumente chamadas de "Sagas Contemporâneas", escritas no século XIV, a sociedade que as criou.
[S27] Byock, Jesse L, Medieval Iceland: Society, Sagas and Power (Enfield Lock: Hisarlik Press, 1993). O livro traça um perfil da sociedade e cultura medieval da Islândia através das narrativas das sagas. Byock é um autor muito popular, mas o uso que faz de seu material nem sempre é cuidadoso - sagas escritas no século XIV e XV são usadas, com frequência, como fonte direta da sociedade islandesa do século IX e X.
[S28] Clover, Carol, The Medieval Saga (Ithaca: Cornell University Press, 1982). Enfatiza aspectos literários das sagas, circunscrevendo-as no contexto literário medieval europeu.
[S29] Ólason, Vésteinn, Dialogues with the Viking Age: Narration and Representation in the Sagas of Icelanders, tradução de Andrew Wawn (Reykjavík: Heimskringla, 1998). Introdução geral, mas aprofundada, discute características de várias sagas individualmente, fornecendo o necessário resumo dos enredos.
[S30] Pálsson, Gísli (org.), From Sagas to Society: Comparative Approaches to Early Iceland (Enfield Lock: Hisarlik Press, 1992). Reúne artigos de vários colaboradores, com uma abordagem comum: as sagas como artefatos antropológicos.
[S31] Turville-Petre, E. O. G., Origins of Icelandic Literature (Oxford: Clarendon Press, 1953). A análise literária segue modelos formais ("clássicos") de análise. Além disso, muita informação histórica e arqueológica que suporta as interpretações do autor estão ultrapassadas. Mas, além de informativo, é um clássico, e quase toda nova geração de estudantes da literatura escandinava inicia-se com ele.
[S32] Sørensen, Preben Meulengracht, Saga and Society: An Introduction to Old Norse Literature, tradução de John Tucker (Odense: Odense University Press, 1993). Introdução geral, um pouco ultrapassada; o próprio autor revisou suas teorias em obra mais recente, porém ainda não traduzida para o inglês: [S33] Fortælling og ære : studier i islændingesagaerne (Århus : Aarhus universitetsforlag, 1993).

Um dos livros que mais causou controvérsia quando apareceu, e que ainda hoje é capaz de animar debates, discute se as sagas relatam fatos "realmente acontecidos", ou imaginados (ou seja, literatura). O autor russo, Steblin Kamenskij, diz que nem um, nem outro - as sagas estão permeadas de uma "verdade sincrética". Ainda que não se concorde com todas as teses de Kamenskij, a discussão que seu livro originou é importante, comprovando a relevância das questões que suscitou:

[S34] Kamesnkij, Steblin, The Saga Mind, tradução de Kenneth H. Ober (Odense: Odense University Press, 1973)

Várias obras concentram-se em sagas geralmente escritas após o século XIV (ver [B9]), conhecidas como fornaldarsögur ("sagas dos tempos antigos") e riddarasögur ("sagas de cavaleiros"), e às vezes chamada de "romances", em linha com o contexto literário europeu medieval, como no caso das traduções de Ralph O'Connor [F14], cuja introdução sobre o tema é indicada. As monografias abaixo discutem essas sagas no contexto europeu e escandinavo:

[S35] Pálsson, Hermann, and Paul Edwards, Legendary Fiction in Medieval Iceland, Studia Islandica, 30 (Reykjavik: Heimspekideild Háskola Íslands og Bókaútgáfa Menningarsjóður, 1971). Partindo da análise das fornaldarsögur, os autores investigam a produção literária islandesa.
[S36] Kalinke, Marianne E., Bridal-quest romance in medieval Iceland, Islandica, 46 (Ithaca: Cornell University Press, 1990)
[S37] ______ King Arthur North by North-west: The 'matière de Bretagne' in Old Norse-Icelandic Romances (Copenhagen : C.A. Reitzel, 1981)

2.3 POESIA, RELIGIÃO E MITOLOGIA

O fato de que os poemas da Edda Poética chegaram até nós transmitidos em um único manuscrito, fez com que estudiosos os tratassem (e ainda os tratem) como resultado de um único e coerente sistema narrativo religioso. Novas interpretações considerando o caráter multifacetado desses poemas têm surgidos; entre elas:

[S38] John McKinnell, Both One and Many: Essays on Change and Variety in Late Norse Heathenism, Philologia, 1 (Roma: Il Calamo, 1994)

Em suas traduções, Ursula Dronke discute vários aspectos dos poemas, comentando-os e oferecendo sua interpretação; veja [F32] and [F33]

A poesia skald é analisada em várias monografias:

[S39] Boyer, Régis, La poesie scaldique (Turnhout: Brepols, 1992). Livro introdutório e didático.
[S40] Frank, Roberta, Old Norse Court Poetry: The Dróttkvætt Stanza, Islandica 42 (Ithaca: Cornell University Press, 1978). Valioso, quase indispensável, para a compreensão da poesia skald.
[S41] Gade, Kari Ellen, Structure of Old Norse dróttkvætt Poetry (Ithaca: Cornell University Press, 1995). É um livro extremamente técnico, indicado para aqueles que, já tendo uma certa familiaridade com a poesia skald e com técnincas poéticas, queiram se aprofundar na técnica do dróttkvætt, a métrica skald mais comum nas cortes da Escandinávia medieval.
[S42] Gabrielli, Mario. La poesia scaldica norrena : introduzione e testi (Roma: Edizioni dell'Ateneo, 1962)
[S43] Poole, R. G., Vikings Poems on War and Peace: A Study in Skaldic Narrative (Toronto. University of Toronto Press, 1991). Uma lúcida e interessante análise de poemas selecionados do repertório skald.
[S44] Turville-Petre, O. E. G., Scaldic Poetry (Oxford: Clarendon Press, 1976). Outro "clássico", didático, com muitos exemplos de versos e respectivas traduções.

Como poesia e mitologia nórdica estão intimamente inter-relacionadas, para ler, compreender e apreciar a poesia qualquer iniciante vai precisar da ajuda de um desses livros:

[S45] Davidsson, H. R. Ellis, Gods and Myths of Northern Europe (Londres: Penguin, 1964). Não é um dicionário, mas é mais facilmente encontrado e mais barato do que os dicionários disponíveis. Os mitos estão organizados tematicamente ("O mundo dos deuses nórdicos" (cap. 1); "Os deuses da batalha" (cap. 2), etc.), mas no final do livro há um glossário de nomes e fontes, além de um índice, que compensam essa divisão incomum. Muita informação que Davidsson obtém das análises comparativas de Dumézil e seus seguidores não está claramente assinalada no texto; fica ao leitor a responsabilidade de discernir, por si próprio, o que são teorias e possibilidades e, portanto, não provém diretamente das fontes.
[S46] Simeck, Rudolf, Dictionary of Northern Mithology, tradução de Angela Hall (Londres: Brewer, 1984). Essa versão inglesa do Lexikon der germanischen Mythologie foi atualizada, ampliada e revisada pelo próprio autor. Bem completo e com um útil sistema de notas remissivas.
[S47] Turville-Petre, E. O. G., Myth and Religion of the North: The Religion of Ancient Scandinavia (Londres: Weindenfeld and Nicolson, 1964)

Um bom glossário está mais uma vez disponível, agora pela Oxford University Press:

[S52] Lindow, John, Norse Mythology: A Guide do the Gods, Heroes, Rituals, and Beliefs ( Oxford: Oxford University Press, 2002).

Outro glossário útil:

[S53] Orchard, Andy, Cassell’s Dictionary of Norse Myth & Legend (London: Kassell, 2002).

Uma análise "diacrônica" dos mitos e religião escandinavos:

[S48] Boyer, Régis, Yggdrasill: La religion des anciens Scandinaves (Paris: Payot, 1981; reimpr. 1992)

Duas obras que se concentram na morte na mitologia e literatura nórdica:

[S49] Davidsson, Hilda Roderick Ellis, The Road to Hell: A Study of the Conception of the Dead in Old Norse Literature (Cambridge: Cambridge University Press, 1943). Também analisa interação da mitologia na literatura nórdica.
[S50] Boyer, Régis, La mort chez les anciens scandinaves (Paris: Éditions Les Belles Lettres, 1994)



3. OBRAS DE REFERÊNCIA

3.1 DICIONÁRIOS

 

[R1] Fritzner, J., Ordbog over det gamle norske sprog, 3 vols (Oslo: Norske forlagsforening, 1883-96), com adicional volume 4: Finn Hødnebø, Rettelser og Tilleg (Oslo: Möller for Universitetsforlaget, 1972). O melhor e mais completo dicionário de Antigo Nórdico do Oeste (Islandês e Norueguês).
[R2] Cleasby, Richard, Gudbrand Vigfusson, suplementado por William Craigie, An Icelandic-English Dictionary, 2 ed (Oxford: Clarendon Press, 1957; reimpr. 1986). Antigo Nórdico do Oeste.
[R3] Ordbog over det norrøne prosasprog, vários volumes, editado pelo Den arnamagnæanske kommission (Copenhagen: Den arnamagnæanske kommission, 1989-). Está sendo publicado em fascículos.
[R4] Kalkar, O., Ordbog til det ældre danske sprog (1300-1700), 6 vols (Copenhagen: Thieles bogtrykkeri, 1881-1918). Nórdico Antigo do Leste, Dinamarquês.
[R5] Söderwall, K. F., Ordbok öfver svenska allmoge-språket, 2 vols (Malmö: B. A. Cronholm, 1867). Nórdico Antigo do Leste, Sueco.
[R6] de Vries, Jean, Altnordisches etymologisches wörterbuch (Leiden: Brill, 1957-1961). Dicionário etimológico de Nórdico Antigo.
[R7] Magnússon, Ásgeir Blöndal, Íslensk orðsifjabók (Reykjavík: Orðabók Háskólans, 1989). Dicionário etimológico.

 

3.2 ENCICLOPÉDIAS

[R8] Kulturhistorisk leksikon for nordisk middelalder fra vikingetid til reformationstid, 22 vols (Copenhagen: Rosenkilde og Bagger, 1956-1978)
[R9] Pulsiano, Phillip (editor), Medieval Scandinavia: An Encyclopedia (New York: Garland Publishing, 1993)

3.3 BIBLIOGRAFIAS

[B4] Bekker-Nielsen, Hans, Old Norse-Icelandic Studies: A Select Bibliography (Toronto: Toronto University Press, 1967)
[B5] Bergersen, Robert, Vinland bibliography: Writings Relating to the Norse in Greenland and America (Tromsø : Universitetsbiblioteket i Tromsø, 1997)
[B6] Bibliography of Old Norse-Icelandic Studies. 18 vols. Copenhagen (periódico de 1963-1988).
[B7] Fry, Donald K., Norse Sagas Translated into English: A Bibliography (New York, N.Y.: AMS Press, [1980])
[B8] Gippert, S., Britta Laursen, e Hartmut Röhn, Studienbibliographie zur älteren Skandinavistik, Berliner zur Skandinavistik, 1 (Leverkusen: Literaturverlag Norden, 1991)
[B9] Kalinke, Marianne E., e Paul M. Mitchel, Bibliography of Old Norse-Icelandic Romances, Islandica, 44 (Ithaca: Cornell University Press, 1985)
[B10] Wolf, Kirsten, An Annotated Bibliography of North American Doctoral Dissertations on Old Norse-Icelandic, Islandica, 50 (Ithaca: Cornell University Press, 1998)

 

 

© 2004-2010 Patricia Pires Boulhosa